quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O desafio de ficar em pé

Deserto não é um lugar o qual se sonha, ninguém planeja férias no deserto do Saara. Quando se pensa nele lembra-se de calor, sede, cansaço, tempestades de areia, fome, morte... Todavia existem estradas que cruzam desertos, e por mais que elas sejam desconfortáveis são necessárias.

Sempre que se viaja para o interior as paisagens são absolutamente repetitivas, uma ou outra cidade bem pequena e intermináveis estradas que quase ligam o nada a lugar algum, alguns segundos olhando provoca o maior tédio. Olha-se e o que se vê são montanhas e montanhas de terra, só terra.

Talvez como a vida de muitos, que olham e não conseguem ver nada, olham de um lado para outro e não vislumbram sequer um Oásis onde reclinar o corpo cansado. Quantos têm vivido nessa sequidão!

Há o momento na vida de se apegar a um grande sentimento que norteia a vida de muitos: a honra. Esse sentimento liga diretamente àquele que criou todas as coisas inclusive você. Falo da honra de ser filho e assim usufruir a proteção pessoal do Pai.

Hoje as relações exteriores exercem, muitas vezes, influencia negativa no ser humano, ensinam lamentar perdas mesmo que isso o coloque em uma encruzilhada de derrota, aniquile definitivamente a capacidade de lutar. Esquece-se do imperativo de ficar em pé. É mais fácil lamentar o perdido do que recuperá-lo.

Você está cansado! Mude de atitude, corra atrás de seus ideais, não espere a derrota como única forma de conseguir algo. Alguém um dia disse para um dependente: “Isto não é jeito de se viver, mas sim jeito de morrer.”

O ser humano precisa de descanso, não somente descanso físico que faz bem para o corpo, mas descanso do emocional e do espiritual. Alguém um dia escreveu uma frase que mexe muito comigo? “todo o ser humano, por mais auto-suficiente que se considere, tem um vazio dentro de si que só pode ser preenchido com Deus”.

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