sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Profundidade

Vivemos num mundo marcado pelo racionalismo. As pessoas tendem a aceitar somente aquilo que pode ser detectado pelos cinco sentidos humanos. Em razão desta descrença, muitos se entregam aos seus próprios desejos, e tornam-se escravos do materialismo e do imediatismo, escravos da urgência.

Por causa dessa escravidão se tornam fiéis de um Deus invisível e sobrenatural, mas só realizam o humanamente viável, discípulos, mas só fazendo o que a própria mente orienta, crêem num céu incorruptível, mas correm para acumular tesouros terrenos. Não conseguem entender que a espiritualidade é o meio de alcançarmos o céu ou parte dele, agora mesmo!

Nesse caminho para trilharmos a espiritualidade disponibilizada a nós, os olhos, os ouvidos, os dedos, a mente são instrumentos frágeis e limitados demais para medir a imensidão da existência a nós designada. É impossível tentar se relacionar com o Superior somente com os sentidos humanos. É como tentar medir o volume das águas do oceano com uma xícara.

Nossa vida precisa ser marcada por ESPIRITUALIDADE e não por FRIVOLIDADE. A proposta de Deus não é extra-sensorial, é ULTRA-SENSORIAL! Como disse Calvin Miller: “Deus se faz visível aos que o procuram no lugar certo.”

O mundo em que vivemos é de relacionamentos externos. Nele, cultivamos amizades, conquistamos sucesso, crescemos, progredimos, aprendemos! Diariamente, enfrentamos sobrecargas, medos, preocupações, temos compromissos, sofremos decepções, buscamos o poder. Diariamente, na superfície da vida, somos obrigados a nadar e conviver com coisas frenéticas e indigestas. Isto faz parte. Mas no coração e nas profundezas é bem diferente.

A maioria das pessoas passa a vida toda, sendo açoitados pelas duras ondas da superfície às vezes apenas iludidos com sua superficial beleza e nunca chegam a desfrutar a paz do coração do oceano. A questão é ir fundo, porque a profundidade revela a realidade de Deus, e a oração é a porta de entrada que permite vislumbrar as profundezas e explorá-las.

O grande tesouro está no fundo. A verdadeira espiritualidade não se julga pela posição de visibilidade, mas sim o quanto mais perto esteja do Criador, mesmo que tão profundo estejamos. Um fato muito interessante é que: “As profundezas não são apenas tranqüilas e silenciosas, elas são também MISTERIOSAS.”

Você está satisfeito com uma lagoinha? Com uma poça? Será que sua espiritualidade está tão profunda quanto as águas de um pires? Precisamos cultivar relacionamentos profundos, que marquem nossa passagem nessa vida.

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